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	<title>Escola Nômade</title>
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	<description>Luiz Fuganti, Filosofia, Esquizoanálise, Nietzsche, Deleuze, Guatari, Zaratustra</description>
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	<title>Escola Nômade</title>
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		<title>Potência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 18:23:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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					<description><![CDATA[A potência pode ser o que você quiser: sujeito, Eu, consciência, alma, espírito. Vamos falar de uma maneira simples: é aquilo que nos faz existir. Sem a potência, nós não existimos. É a fonte da nossa força. O que seria a força, em relação à potência? A força é já a potência em ato. É [&#8230;]]]></description>
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<p>A potência pode ser o que você quiser: sujeito, Eu, consciência, alma, espírito. Vamos falar de uma maneira simples: é aquilo que nos faz existir. Sem a potência, nós não existimos. É a fonte da nossa força. O que seria a força, em relação à potência? A força é já a potência em ato. É aquilo que liga essa potência ao seu devir, ao seu movimento diferencial, ao seu movimento de efetuação. Isso já é uma força de existir. Então essa força de existir, o que importa? É que ela não tem forma prévia, isso é fundamental. Esta é uma das grandes diferenças do pensamento da Esquizoanálise para as outras teorias e práticas psis. É que nós não pressupomos uma forma prévia para a nossa essência. E a nossa essência, à medida em que é uma potência de acontecer, esse acontecimento também não tem uma verdade, também não tem uma forma. Ele é uma linha de variação. Isso é essencial.</p>
<p>Transcrição Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 3 – Pílula 1)</p>
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		<title>Fábrica do real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2022 20:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Monod, em uma obra chamada O acaso e a necessidade, vai dizer exatamente que a dimensão molecular do vivo acontece no ultrapassamento da fronteira funcional, ou função e formação. O vivo se forma da mesma maneira como ele funciona, então o inconsciente opera justamente nessa dimensão. Ele funciona no mesmo nível em que ele se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Fábrica do Real" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/bymSPKRjFxo?feature=oembed&amp;wmode=opaque"  allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Monod, em uma obra chamada O acaso e a necessidade, vai dizer exatamente que a dimensão molecular do vivo acontece no ultrapassamento da fronteira funcional, ou função e formação. O vivo se forma da mesma maneira como ele funciona, então o inconsciente opera justamente nessa dimensão. Ele funciona no mesmo nível em que ele se forma, então não há mais dicotomia entre formação e funcionalidade. O funcionamento do vivo se dá no mesmo nível, segundo a mesma natureza da sua formação, das suas dobras, da criação de um dentro. Então, é desse inconsciente que estamos falando. O inconsciente molecular que maquina através de fluxos e cortes. Ele é fluxo, assim como na física quântica, por exemplo, você tem uma realidade feita de partículas e ondas. A partícula como a extração de um fluxo, um corte, mas que também pode emitir ondas ou fluxos. Fluxos e cortes. Partículas e ondas. O desejo é da mesma natureza. É de uma natureza física. Não há diferença entre a natureza física e a natureza do inconsciente.<br />
O desejo tem, necessariamente, também a dimensão física. Não é como metáfora que a Esquizoanálise fala de inconsciente maquínico. O inconsciente maquínico está nesse mesmo nível, nesse mesmo sentido que Spinoza denomina a sua substância, que é uma potência absoluta de acontecer que opera por diferenciação de si mesma, por produção de modalidades existenciais ou por graus de potência que, ao se atualizarem, se misturam em um plano comum de composição e se diferenciam, produzem realidade, fabricam o real.<br />
Spinoza diz uma coisa muito interessante: que é preciso distinguir a natureza naturada da natureza naturante. Mas, ao mesmo tempo, a natureza naturada é inseparável da natureza naturante, e a natureza naturante é inseparável da natureza naturada. Se distinguem, se diferenciam, mas não se separam. Não há natureza naturante, como essa potência absoluta, que não produz a si mesma e tudo o que dela deriva. Como, por exemplo, a natureza naturada, que é derivada da natureza naturante. E não há natureza naturada que não efetue a diferenciação da própria natureza naturante. Portanto, uma está na outra, está dentro da outra. Uma realidade é imanente à outra. Isso, em Spinoza, é a própria fábrica do real. É desse tipo de realidade que nós estamos falando. É desse tipo de inconsciente.<br />
Quando a Esquizoanálise fala de inconsciente, ela está falando de um inconsciente que envolve multiplicidades, que envolve uma potência absoluta de se diferenciar, de se multiplicar, de gerar o diverso e o diferente. E jamais atrelar essas diferenças a um princípio, a uma identidade, a uma substância subjetiva, a uma substância que estaria fundada em um inconsciente, como uma realidade simplesmente caótica, sem forma, que seria contracivilizatória. Jamais. É de outra natureza.</p>
<p>Transcrição por Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 2 – Pílula 5)</p>
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		<title>O inconsciente maquínico #2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 22:50:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Deleuze e Guattari, por exemplo, no início do Mil Platôs, vão falar sobre rizoma e cartografia. E eles vão estabelecer que a realidade funciona de modo rizomático, e não de modo arborescente. Eles fazem a contraposição entre o modelo da árvore e o modelo do rizoma. O modelo do pensamento ocidental é um modelo arborescente, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Inconsciente Maquínico #2" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/6JwDHK8aa_U?feature=oembed&amp;wmode=opaque"  allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Deleuze e Guattari, por exemplo, no início do Mil Platôs, vão falar sobre rizoma e cartografia. E eles vão estabelecer que a realidade funciona de modo rizomático, e não de modo arborescente. Eles fazem a contraposição entre o modelo da árvore e o modelo do rizoma. O modelo do pensamento ocidental é um modelo arborescente, sedentário, que tem raízes fixas, que precisa de um caule,de galhos, de folhas e de frutos. É o sistema do bom-senso e do senso comum. Já o sistema rizomático é um sistema que não tem finalidade e nem mesmo a profundidade fixa de uma raiz, mas que acontece pelo meio, como meio extremo. E, ao acontecer, se diferencia, retorna sobre si e se diferencia, criando labirintos de potência. Uma rede de diferenciações em cada encontro, em cada ato. Esse modo rizomático de acontecer opera, portanto, quebrando as ilusões de origem e de finalidade. E esse é o modo como o real opera, como o real funciona.<br />
O modo rizomático é expresso no início do Mil Platôs e, de alguma maneira, já o encontramos na obra de Spinoza, a partir do que Spinoza denomina como plano comum dos encontros. Há, então, um plano comum dos encontros onde as potências se conectam e se compõem. No rizo</p>
<p>ma de Deleuze e Guattari há o princípio da conexão e da heterogeneidade, por exemplo, os dois primeiros aspectos que eles destacam. Toda realidade se relaciona diretamente com outra realidade, sem precisar passar por uma autorização, por uma mediação, por uma hierarquia. Por exemplo, o vegetal não se relaciona apenas com o vegetal, o animal não se relaciona apenas com o animal. Você pode estabelecer uma relação direta e imediata entre dois reinos. Por exemplo, a abelha e a orquídea, ou o trevo vermelho e o zangão. Enfim, há sempre uma relação direta entre elementos que, na representação humana, pertencem a ordens diferentes. Vegetal com animal, como podem se relacionar imediatamente, em conexão direta? Mas eles podem. Eles se relacionam, e algo de real se produz de um lado, na abelha, na vespa macho, e na orquídea, por exemplo, ou no zangão e no trevo vermelho. Há, de um lado, a produção de uma realidade e, de outro lado, também a produção de uma realidade, que ao mesmo tempo depende do encontro de ambos. É uma conexão imediata, direta, sem passar por uma mediação que permitiria essa relação. Essa relação não pede licença, ela aconte</p>
<p>ce. Na química orgânica, nas moléculas que dão origem à vida, acontece a mesma coisa. A relação com as proteínas ultrapassa a relação do DNA de reprodução.<br />
São temas complexos que podemos aprofundar em uma outra ocasião, em uma outra condição. Mas o que o precisamos observar aqui, afirmar e destacar é que há, por exemplo, a conexão imediata de elementos que são heterogêneos entre si. É o princípio da conexão transversal, que não implica uma verticalidade, nem mesmo uma mera horizontalidade, mas uma transversalidade. Uma relação direta de uma potência com outra potência, potências heterogêneas que se conectam a partir de realidades diferenciais. E, ao mesmo tempo, podem também operar cortes que não precisam de representação, não são cortes significantes, mas são cortes que operam a partir da necessidade de uma variação intensiva e contínua de cada potência em ato.<br />
O inconsciente opera aí. O inconsciente é maquínico, e não representativo. O inconsciente funciona, ele não precisa de um princípio interpretativo, nem de uma verdade ou ideal, nem de um complexo ao qual deveria se submeter a partir de uma normalização, sem a qual a realidade seria contra a civilização. Ele não precisa de nada disso. Ele se conecta imediatamente e algo se passa, algo se produz aí, enquanto produção de realidade, e não meramente produção de fantasmas.</p>
<p>Transcrição Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 2 – Pílula 4)</p>
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		<item>
		<title>Inconsciente como fábrica de realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2022 19:38:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[A Esquizoanálise vai pensar essencialmente o inconsciente como fábrica de realidade. Houve, em um certo momento do pensamento ocidental, com Kant principalmente, a ideia de que o desejo também produzia. O desejo também produz alguma coisa. Até Kant, a interpretação da realidade do desejo é que ele operava por aquisição. O desejo é algo que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Inconsciente como Fábrica de Realidade" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/TfHHAz3cNLY?feature=oembed&amp;wmode=opaque"  allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A Esquizoanálise vai pensar essencialmente o inconsciente como fábrica de realidade. Houve, em um certo momento do pensamento ocidental, com Kant principalmente, a ideia de que o desejo também produzia. O desejo também produz alguma coisa. Até Kant, a interpretação da realidade do desejo é que ele operava por aquisição. O desejo é algo que opera por aquisição. Eu desejo algo e eu vou adquirir esse algo que eu desejo. O desejo, no máximo, produzia um movimento de apropriação do seu objeto, mas ele não produzia exatamente o seu objeto. Em Kant, há aparentemente um salto, porque Kant vai dizer que o desejo não é simplesmente uma forma de aquisição, mas uma forma de produção. Mas parece que o desejo ganha muito quando simplesmente se diz que ele produz algo, não importa o quê. Em Kant, fica claro que o desejo não produz mais do que fantasmas. O desejo é um produtor de fantasmas, e não de realidade. A ilusão do sujeito se internaliza em Kant, ela se torna intrínseca. Há uma ilusão na própria posição do conhecimento humano, que tem a ver com a natureza do desejo. E necessariamente é a partir daí, da natureza desse desejo ligado ao conhecimento que a ilusão se produz e o fantasma se torna o produto por excelência desse desejo.<br />
Nós podemos dizer que a psicanálise dominante, ortodoxa, e as suas derivações hegemônicas mantêm a posição kantiana. E aqui nós estamos absolutamente em outra posição. Nós nos contrapomos radicalmente a isso, retomando um modo espinosista de pensar. É Spinoza que vai dizer que a essência do humano é o desejo. No Livro III da sua Ética, Spinoza vai dizer, logo no início, se não me engano, na “Proposição 9”, que a essência do humano, além do que ele denomina ser um conatus, um esforço para perseverar na existência, é o próprio desejo. Esse esforço se torna idêntico ao desejo. Então o desejo, segundo Spinoza, é a essência do humano. Mas, para Spinoza, não existe desejo que não seja uma potência em ato. Portanto, o desejo não é uma potência como uma possibilidade, mas é uma potência que já traz intrinsicamente um ato, o que a torna uma realidade, e não uma mera possibilidade. E essa realidade, que é a nossa potência em ato, a potência de acontecer, necessariamente, ao acontecer, ao se relacionar — e ela acontece e se relaciona necessariamente —, produz uma modificação de si (além das modificações que dela derivam). E essas modificações são produções de realidade.</p>
<p>Transcrição por Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 2 – Pílula 3)</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O inconsciente maquínico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2022 19:11:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160; &#8230;para que uma economia política do controle coloque o policial, o delator, o controlador dentro de nós. Mais do que investir em câmeras exteriores ou vigilância externa, o controlador está dentro do controlado. Esta é a eficácia maior. A psicanálise e seu movimento de edipianização estavam nessa mesma esteira. Estão nessa mesma vibe, digamos [&#8230;]]]></description>
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<p>&#8230;para que uma economia política do controle coloque o policial, o delator, o controlador dentro de nós. Mais do que investir em câmeras exteriores ou vigilância externa, o controlador está dentro do controlado. Esta é a eficácia maior.<br />
A psicanálise e seu movimento de edipianização estavam nessa mesma esteira. Estão nessa mesma vibe, digamos assim, nessa mesma vibração. Esse aspecto é fundamental. E isso fez também com que o conteúdo do inconsciente psicanalítico desse margem a interpretação — o que o Anti-Édipo, de modo impiedoso, vai chamar de uma “interpretose desenfreada” do desejo. O Anti-Édipo se insurge contra essa interpretose generalizada que se dá a partir de sujeitos supostamente estruturados ou bem-formados que vão buscar os conteúdos traumáticos no interior dos complexos desejantes. E, claro, isso é sempre feito a partir de uma retroprojeção, a partir de uma ilusão de um desejo e de uma vida submetidos às suas marcas, aos seus acontecidos, aos empilhamentos de extratos que vão se interiorizando, se empilhando e construindo uma história pessoal de cada um. A identificação disso na origem, como uma falta que necessita ter uma normatização, uma normalização que é a naturalização do próprio complexo de Édipo. É a naturalização do neurótico, digamos assim.<br />
A Esquizoanálise se insurge contra esse movimento de interpretação e vai dizer que o inconsciente é maquínico, ele maquina porque ele funciona e, ao funcionar, ele não só funciona, mas produz. E, ao produzir, ele também se autoproduz, ele também se autoforma, ele não é apenas funcional.</p>
<p>Transcrição por Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 2 – Pílula 2)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma desconstrução</title>
		<link>https://antigo.escolanomade.org/2022/11/07/uma-desconstrucao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=uma-desconstrucao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2022 19:51:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Nós não faremos nada socialmente, politicamente, economicamente, culturalmente, enquanto não percebermos que o essencial para que alguma coisa mude realmente é começar por nós mesmos. É começar por praticar uma desconstrução daquilo que nos tornamos. Por quê? Por que o que nos tornamos ao longo de milênios, e das últimas centenas de anos, ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Uma Desconstrução" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/eG1STrH0WBY?feature=oembed&amp;wmode=opaque"  allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nós não faremos nada socialmente, politicamente, economicamente, culturalmente, enquanto não percebermos que o essencial para que alguma coisa mude realmente é começar por nós mesmos. É começar por praticar uma desconstrução daquilo que nos tornamos. Por quê? Por que o que nos tornamos ao longo de milênios, e das últimas centenas de anos, ou das últimas décadas, a partir do século 19 e 20, é algo que inviabiliza a apreensão do real, à medida em que o real acontece em uma dimensão imediata de nós mesmos.<br />
Nós estamos, de alguma maneira, cegados pelo nosso próprio modo de viver. E esse nosso modo de vida que nos impede de ver, que nos impede de elevar o pensamento à sua mais alta potência, elevar o movimento intensivo do corpo à sua mais alta potência, elevar as capacidades criativas das forças de humanidade em nós à sua mais alta potência, essa nossa maneira de viver que nos impede, portanto, de ter o acesso imediato a esse plano de realidade é a maneira dominante que deve ser desconstruída. É a nossa tarefa crítica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Transcrição por Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 2 – Pílula 1)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Todos os Eus</title>
		<link>https://antigo.escolanomade.org/2022/11/02/todos-os-eus/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=todos-os-eus</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 16:39:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontrar o comunal em estado puro, no horizonte de cada um de nós. E aí, se você encontra o comunal em estado puro no seu horizonte, não tem como você não fazer do Eu uma brincadeira de passar. Passa. Um Eu emerge, é mais uma passagem. Outro Eu emerge, outra ponte, uma janela, uma porta, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Todos os Eus" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/txqA90OOMlg?feature=oembed&amp;wmode=opaque"  allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Encontrar o comunal em estado puro, no horizonte de cada um de nós. E aí, se você encontra o comunal em estado puro no seu horizonte, não tem como você não fazer do Eu uma brincadeira de passar. Passa. Um Eu emerge, é mais uma passagem. Outro Eu emerge, outra ponte, uma janela, uma porta, uma linha, um furo, um intervalo, um entretempo, um interstício, uma fresta. Todos os Eus. Assim como Nietzsche chegou a dizer em um certo momento, “Eu sou todos os nomes da história”. Um corpo intensificado no mais alto delírio do campo social e cultural atravessando esse corpo, dizendo “Eu sou todos os nomes da história”.<br />
Que delírio era esse? De que nível era? Era um delírio totalmente ancorado no campo intensivo. Os psiquiatras e psicanalistas erram profundamente quando dizem que delírios e alucinações vêm dos fantasmas. Mas de onde vêm os fantasmas, senão de intensidades abortadas? O delírio e a alucinação se ancoram imediatamente em campos intensivos. Se o delírio ou a alucinação são irreais, a intensidade é real. A intensidade é totalmente real. Então não adianta você simplesmente abortar os processos delirantes ou alucinatórios anestesiando esses processos. Você precisa encontrar as intensidades, tratar dessas intensidades, se relacionar com essas intensidades, dizer “bem-vindas” a elas. Dar a mão para elas, brincar com elas e dizer “Ora, ora, onde estávamos esse tempo todo? Que bom é ouvir vozes. Que bom é encontrar essas zonas intensivas que criam vários nomes e brincam de dizer, de flutuar, de delirar e até de alucinar.”<br />
De onde veio essa prepotência para limitar o princípio de realidade? Há, na verdade, um princípio de atolamento. O princípio de realidade dado pela psiquiatria e seguido pela psicanálise e pelas psicologias nada mais é do que um princípio de atolamento da condição humana rebaixada. Então nós temos que deixar de ser humildes. Bergon brincava com Kant e dizia assim, “Nossa, a razão humana, o pensamento humano é tão ousado com Platão, com Aristóteles, com Descartes, fizeram tantas peripécias e, de repente, com Kant se torna tão humilde que incorpora os seus limites. E aí abriu mão daquilo que realmente era: uma realidade sutil, com o campo das intensidades, o infinito das intensidades, o infinito do campo de forças”. E dizia: “Não, nosso conhecimento é limitado para acessar isso”. Bergson não abre mão. Bergson diz “não”. “Se vocês desistiram, eu não.”<br />
Nós não podemos desistir. Se alguém diz assim, “Isso não existe”. “Isso está confutado”. Talvez só aquele ser esteja confutado, porque ele não consegue sair do seu buraco. E Lacan dizia, “Nós sofremos de uma incurável insuficiência de ser”. Mas quem sofre da incurável insuficiência de ser? Não é apenas esse que não consegue ver além do seu buraco? Por que nós não saímos do nosso buraco negro? Porque nós perdemos a superfície. E por que perdemos a superfície? Afinal, o que é a superfície senão esse horizonte que envolve a todos nós? Essa zona de passagem e de acontecimento. Porque o acontecimento não é mais real. Mas o que pode haver de mais real do que isso que a gente não pega, como o tempo? E o acontecimento é da mesma natureza que o tempo. O acontecimento é tempo. Não há vida que não esteja atravessada, produzida, processada, fabricada pelo tempo. E por que o acontecimento se tornou um mero acidente e perdeu sua essência? E se tornou um mero acaso e perdeu sua necessidade? Se tornou um mero devir ou passagem efêmera e perdeu sua consistência? Porque nós nos separamos do que podemos. Então é preciso retomar.<br />
A Esquizoanálise é isso: ela não se concilia. Ela não se conforma. Ela não precisa fazer concessões. E, por isso mesmo, nos tornamos muito mais plásticos e flexíveis. Flexíveis no sentido de que toda a diferença enquanto diferença pode ser afirmada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Transcrição por Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 1 – Pílula 6)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O combate se dá entre as nossas forças</title>
		<link>https://antigo.escolanomade.org/2022/10/31/o-combate-se-da-entre-as-nossas-forcas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-combate-se-da-entre-as-nossas-forcas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2022 16:44:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O combate começa onde? O combate começa entre as nossas forças, e não contra um inimigo exterior, nem contra a nossa essência, porque na nossa essência só tem afirmação. Mas é contra aquilo que se inoculou em nós. É contra as formas de rebaixamento. O combate se dá entre as nossas forças porque há forças [&#8230;]]]></description>
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<p>O combate começa onde? O combate começa entre as nossas forças, e não contra um inimigo exterior, nem contra a nossa essência, porque na nossa essência só tem afirmação. Mas é contra aquilo que se inoculou em nós. É contra as formas de rebaixamento. O combate se dá entre as nossas forças porque há forças em nós que aderiram a esse rebaixamento. E há forças em nós, que são as mais interessantes, que estão caladas, silenciadas, separadas. São nossas forças de criar realidade. É esse combate que precisamos fazer. E, à medida em que fazemos esse combate, nós podemos ganhar de presente uma maneira livre de viver. E, nessa maneira livre de viver, você pode, sim, contagiar e praticar uma cura que não tem nada de magia, que não tem nada de trapaça ou charlatanismo. É um cuidado real sobre aquilo que se passa com o nosso desejo, com o nosso corpo, com o nosso pensamento, no uso do movimento, no uso dos afetos e no uso da linguagem. Nós podemos, sim, fazer isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Transcrição por Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 1 – Pílula 5)</p>
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		<title>O Eu como Zona de Passagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 21:49:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse pedaço de exterioridade chamado Eu vai aos poucos se inoculando em nós, se interiorizando a ponto de acharmos que é uma interioridade profunda, e que fala o nosso nome, e que é o nosso nome, esta é a grande sabotagem. Nós somos sabotados pelo nosso próprio Eu. Nosso maior inimigo é o nosso Eu. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="O Eu como Zona de Passagem" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ln8kOrKJkKg?feature=oembed&amp;wmode=opaque"  allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Esse pedaço de exterioridade chamado Eu vai aos poucos se inoculando em nós, se interiorizando a ponto de acharmos que é uma interioridade profunda, e que fala o nosso nome, e que é o nosso nome, esta é a grande sabotagem. Nós somos sabotados pelo nosso próprio Eu. Nosso maior inimigo é o nosso Eu.<br />
Por que deixamos isso acontecer? Porque começamos a confundir a zona de passagem não com o acontecimento, mas com o acontecido. E esse acontecido era atribuído a nós, era atribuído ao outro. Cada acontecido que ganha uma atribuição como traço de caráter de cada desejo é, na verdade, a maneira como vamos criando tijolos e cimento para fazer o muro dentro de nós. Vamos produzindo camadas, empilhando essas camadas, criando o nosso buraco inicial e, a partir dele, vários outros vão sendo inoculados e tapados, inoculados e tapados, inoculados e tapados. O nosso desejo não para de ser esburacado, e ao mesmo tempo estratificado. Esburacado e estratificado. E assim vamos construindo a nossa história pessoal, a nossa origem, de onde viemos, o que estamos fazendo, para onde estamos indo, o que queremos no futuro. E criando o grande processo do desejo intencional. E perdemos a oportunidade de brincar com o Eu. Não mais se importar se dizemos o não-Eu. Mas, toda vez que dizemos “Eu” quando de fato reencontramos a superfície, reencontramos esse código de linguagem como código de passagem, o Eu se torna uma máscara, ele se torna uma presentificação. Ele se torna uma maneira, a presentificação de uma voz. Uma voz que acontece ali. E outra voz acontece ali. E outra voz, e outra voz. Atrás de uma voz, uma pluralidade de vozes. Atrás de uma paixão, uma pluralidade de paixões. Polifonia. Glossolalia. Multivocidade. Muitos sentidos do desejo que diferencia a nossa potência e que cria dobras dentro de nós, multiplica as nossas distâncias, fazendo com que nos tornemos cada vez mais diferentes de nós mesmos.<br />
O Eu como zona de passagem, sim. Ok. Tanto faz dizê-lo ou não. Importa que, quando eu digo “Eu”, é apenas uma janela, uma porta, uma ponte que faz passar uma voz, um afeto, uma intensidade. E, no seu retorno, um acontecimento que preenche o meu corpo de potência, com uma nova intensidade, uma nova nuance do real, produzindo o inédito em mim. O Eu como zona de passagem. Ok. O Eu como zona de passagem pode, sim — não ele como uma forma, mas ele, como passagem, exprimir o nosso nome próprio. Mas aí não é mais o nome de um Eu. É o nome de uma intensidade. É o nome da nossa singularidade. A nossa singularidade é completamente diferente de um Eu. Agora, o Eu como zona de passagem é um brinquedo das singularidades. Não tem problema. Eu posso dizer e brincar com ele.<br />
Quando alguém chega a um consultório, a uma clínica, ou seja lá em que condição for, buscando ajuda psicológica, psicanalítica, psiquiátrica para se reencontrar, para se reestruturar, eu vou investir em quê, exatamente? Em uma identidade que esse alguém perdeu? “O que essa pessoa é, o que ela poderia ser?”. “Olha, toma aqui ferramentas. Toma aqui recursos. Recursos linguísticos, recursos estruturantes, recursos personificantes. Recursos que vão te dar uma identidade.” É como dar Ritalina, é como dar antidepressivo, é como dar camisa-de-força química para o desejo. Não se fala em nome próprio quando se diz esse Eu, quando se busca esse Eu estruturado. E o que estrutura o nosso Eu? O que estrutura o nosso Eu é o que separa a nossa potência de pensar do nosso desejo. A nossa potência de usar os afetos. A nossa potência de usar o movimento do nosso corpo e do nosso desejo. É isso. O que produz esse Eu estruturado é a aderência a um modo subjetivo de usar a linguagem, a um modo significante de usar a linguagem. As maneiras subjetivas e significantes são, na prática, muito concretas, apesar de serem semióticas. Nós podemos acompanhar isso. Nós podemos ver o que acontece com a nossa vida quando fazemos isso de nós mesmos.<br />
Essa desconstrução, você só a percebe no outro se você a faz em você também. Qual uso nós fazemos da linguagem? Quando usamos a linguagem de modo subjetivo, uma transformação incorporal a cada ato de linguagem está sendo produzida em nós. Se eu uso a linguagem de modo subjetivo, eu estou produzindo subjetividade em mim. Uma transformação incorporal é uma perspectiva do meu desejo, do meu pensamento. Uma transformação incorporal significante muda o horizonte e o objeto do meu pensamento, ela produz ideais. O uso significante produz valores, produz ideais. E o uso subjetivo? Produz capas para os buracos do desejo.<br />
Isso é uma prática. Nós vivemos isso na prática. Então nós temos que encontrar esses lugares no dia a dia, no cotidiano. Como usamos a linguagem? Não basta apontarmos o inimigo fora de nós. E muito menos acreditar que ele está dentro de nós como nossa essência. Ele está no meio, ele está sempre à espreita, ele está se colando nos nossos vacilos. Onde vacilamos, onde estamos ausentes, onde não temos presença. Onde há ausência da potência, o poder cola.</p>
<p>Transcrição por Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 1 – Pílula 4)</p>
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		<title>Um outro EU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fuganti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 15:35:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Um Outro Eu" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/WMPyEEPdUhM?feature=oembed&amp;wmode=opaque"  allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A máquina social precisa do indivíduo e dos sujeitos. Ela precisa disso, assim como ela precisa das famílias, e precisa da reprodução de suas peças. Ela, que precisa tanto disso, não faz isso sem inocular um limite — que é o seu limite — para dentro de cada um de nós. O limite, que é o seu limite, que antigamente era o limite da lei, que depois passou a ser o limite da norma, deve ultrapassar da lei para a norma, da norma para o próprio desejo. O próprio desejo deve desejar a partir do seu limite. E aí você pode dar até livre curso para o desejo, como Kant queria dar. O desejo se tornaria legislador quando inoculasse o limite dentro dele, quando ele se tornasse normativo, esse ideal da máquina social, para que funcione o seu centro de soberania.<br />
É aderido? Há uma adesão dos seus mecânicos, dos seus arranjadores, dos seus restauradores, psicólogos, psicanalistas, psiquiatras? Esses mecânicos de subjetividades desarranjadas? É para isso que serve a clínica? É para submeter novamente a vida? É para dizer “olha, não há outra forma, vamos levar a vida a se adequar, porque assim você vai sofrer menos. Porque assim você vai ter sucesso. Porque assim você tem mais chances de ser reconhecido socialmente. Você vai ter um futuro e vai poder falar em nome próprio.”? Jamais. Em nome próprio, jamais.<br />
Quando você diz “Eu”, não é a sua singularidade que está falando em você. Quando você diz “Eu”, o Eu nada mais é do que um outro em você. É um outro que fala em você. Como diria Nietzsche, “Quem é o nosso eu?”. Quando dizemos “Eu”, achamos que estamos tocando no nosso íntimo, no íntimo da nossa mais profunda interioridade. E esse Eu não passa de um fragmento de exterioridade, de um pedaço de exterioridade. O nosso Eu é um pedaço de exterioridade. O nosso Eu é um código de linguagem. É um modo de criar, na verdade, uma superfície de passagem.</p>
<p>Transcrição por Gabriel Naldi</p>
<p>Curso de Introdução à Esquizoanálise 2022 (Aula 1 &#8211; Pílula 3)</p>
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